O crescimento de uma planta

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Rebento de uma plantaMesmo se à primeira vista temos a impressão que um vegetal se desenvolve sem nenhuma regra aparente. Pode-se muito bem jardinar sem se incomodar com estes processos mas se os conhecer ajuda a compreender as plantas e portanto a obter mais êxito nas suas culturas!

Tudo começa com o rebento
Esta regra é uma das regras que sofre o menos de excepções no mundo vegetal: qualquer ramo, qualquer folha ou qualquer flor (e portanto qualquer fruto) nasceu de um rebento. O rebento é constituido de folhas no estado muito reduzido, apertadas umas nas outras, e que rodeiam uma pequena zona invisível a olho nu mas essencial: o meristema.

Trata-se de uma zona onde as células da planta se multiplicam de um modo muito activo para formar as folhas jovens. Mais tarde quando se desenvolvem, estas folhas vão trazer à sua axila um rebento e portanto outro meristema. Se estes rebentos se desenvolverem, o ramo ramifica-se. Se não, apenas se irá alongar. Assim folha após folha a planta vai se desenvolvendo.

Existem diversos factores que condicionam a evolução dos rebentos. Geralmente enquanto o rebento desenvolve a sua extremidade do talo, impede aqueles que estão situados por baixo de se desenvolverem.

Assim sendo, só quando o ramo cresce é que os rebentos situados na base podem começar a crescer também. A quantidade de luz e de seiva que recebem os rebentos também tem uma grande importância.

Sem saber, que está a utilizar este mecanismo, sempre que é possivel a planta suprime o rebento terminal e obriga os rebentos que permanecem a começar o seu processo de crescimneto.

Na realidade, autoriza os rebentos a começar a crescser, dado que suprimiu a proibição que mantinha a extremidade do talo, que cortou. Em alguns vegetais, os rebentos inactivos saem dificilmente do seu estado de inactividade: uma lavanda ou um desespero do macaco (Araucaria) não suportam ser cortados demasiados curtos, enquanto outros vegetais suportam a poda.

Após a floração, os ramos callistémon continuam a crescer : a poda compromete portanto as futuras florações.

Sinais para o jardineiro
O meristema tem outras propriedades tão importantes como aquelas que vimos. Esta zona específica do rebento acaba por dar um rebento floral. Desaparece. Vê-se efectivamente que no rododendro, no lilás ou nas roseiras: a extremidade dos ramos que trazem uma flor não são prolongados.

São os rebentos, situados debaixo da flor, que seguem. Não prejudique quando cortar a flor murcha, senão vai proibir o ramo de começar de novo! Há algumas excepções, raras, nas quais o rebento que deu flores contínua a crescer.

O callistémon é o mais simples de observar, dado que das suas espigas escarlates emerge do ramo que continuará o talo. Cortar o talo compromete o bom desenvolvimento do arbusto! Isso acontece também com o tomate: em vez de terminar com o fruto, o cacho continua a crescer. Neste caso, pelo contrário, é necessário parar este crescimento que não é  bem vindo para favorecer o crescimento dos frutos.

Pelo contrário, os rebentos florais dos rododendros não crescem de novo. São os rebentos situados debaixo que vão começar a crescer: cuidado então para não partir quandoestiver a  retirar as flores murchas.

Por último, quando uma planta tem tendência a formar numerosas rejeições na base, é porque a parte mais alta perdeu o seu vigor. Pode ser o sinal de um problema se este comportamento não for habitual na planta. É necessário então olhar atentamente, e detectar um eventual problema enquanto é tempo!

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